sábado, 16 de maio de 2015

Iwi-wara-itá umbeú arama aintá rikuesawa marandua - Maã taá yariku kuá irumu? Dia para todos os habitantes da Terra contarem as histórias de suas vidas - O que temos a ver com isso?



Na noite de 14 de maio a Maloca querida recebeu o circulo de memórias coordenado pela professora Marcelle Pereira da Universidade Federal de Rondônia, juntamente com outros convidados e convidas que atuam em projetos de fortalecimento da identidade das comunidades as margens do rio Madeira, bem como, os parentes da família Mura que habita a Maloca querida. Foi um dia de compartilhar experiências de vida. Nesse mesmo dia o núcleo de estudos em história oral, NEHO/USP realizou um encontro para debater sobre "Vida da história oral de vidas" Por ter como proposta construir narrativas em colaboração e fazê-las ecoar não apenas para que uma realidade seja constatada, mas também para modificá-la, de forma que a comunidade se aproprie dessas narrativas como instrumentos para fortalecimento político do coletivo. 

O Neho trouxe para suas atividades as narrativas dramáticas - Ato de incorporar uma narrativa fazendo a performance da voz e do corpo a partir da proposta do dia Internacional de contar histórias de vidas criada pela rede internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal, EUA e Canadá) e o Center for Digital Storytelling (EUA) que lançaram uma campanha mundial para celebrar em 16 de maio o dia Internacional de Histórias de Vida. A proposta é que nesse dia todo o mundo possa lembrar a importância do registro e socialização de experiências de vida.


Nesse sentido, lembrando da proposta do professor José Carlos Sebe Bom Meihy de descolonizar a história oral, nós da Maloca Querida, em parceira com Instituto Madeira Vivo e o grupo de circulo de Memórias da Universidade Federal de Rondônia, Nos propormos a devorar de forma antropofágica - A criação desse dia e nos reunirmos, parentes e aliados na Maloca querida para comemorar o dia contar histórias de vida e fazermos nossa roda para compartilharmos experiências de vidas como é costume fazer nas malocas... E como proposta de descolonizar a nossa própria língua nomeamos o encontro em nheengatu Iwi-wara-itá umbeú arama aintá rikuesawa marandua - Maã taá yariku kuá irumu? Que vem do tupi e foi língua utilizada pela colonização e hoje se tornou língua materna de alguns Povos indígenas, é uma das línguas indígenas oficializadas em São Gabriel da Cachoeira e tem sido tomada como instrumento por comunidades que se encontram no processo de reafirmação indígena e retomada cultural.



















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Um comentário:

  1. Queria ter ouvido essas histórias que foram contadas nesse dia! Parabéns pela iniciativa!! Bjs!!

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