sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SEM FRONTEIRAS: JUSTIÇA SEJA FEITA...

SEM FRONTEIRAS: JUSTIÇA SEJA FEITA...: BANZEIROS - TAC proposto por MPs garante custeio de moradia a atingidos por erosões provocadas pela Usina - Rondoniaovivo.com Obs.: Mais ...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Triste, triste, muito triste...

 Casas condenadas
 desmontadas
 Seus donos foram obrigados a abandonar suas casas para salvar suas vidas físicas, mas deixam sua história, seu canto, suas plantas, seu espaço afetivo para trás.
 pedaços deixados para trás
 desmoronamentos de vidas
 moradora indignada pede providência das autoridades
 Vidas empacotadas
 deslocamentos forçados
 movimentos de carros de mudanças no bairro
 Caminhões à espera de mudanças
 No silêncio de suas casas ameaçadas embalam suas vidas, muitos estão desnorteados sem acreditar que tudo isso está acontecendo. 

Hoje depois do programa: Vozes da Amazônia, eu e Iremar fomos ver de perto a situação de calamidade vivida por familias no bairro Triângulo, um bairro histórico da cidade de Porto Velho formado por ex trabalhadores da Ferrovia Madeira Mamoré, os Barbadianos, composto por diferentes famílias que matem a identidade e religiosidade de suas tradições e por familias ribeirinhas que viviam em espaços de seringais que se deslocaram para a cidade na decada de 60 após a decadência da borracha. Esse bairro atravessado pela estrada de ferro e as margens do rio madeira está condenado a ter grande parte dele desmoronada. Ao caminhar pelos trilhos da ferrovia nos deparamos com casas desocupadas, marcadas com um X vermelho como sinal da sua condenação ao desaparecimento. Seus moradores foram levados para hotéis, suas coisas para um depósito, os gatos, os cachorros, as galinhas, os pintinhos foram deixados. Ainda há algumas famílias empacotando a mudança, do outro lado dos trilhos os moradores estão inseguros, não sabem se suas casas também serão comprometidas. Ao caminhar em frente as casas percebíamos a preocupação das famílias, as conversas eram sobre a tristeza de ver seus vizinhos sendo obrigados a saírem de suas casas, as imagens das casas penduradas no barranco nos choca, o olhar das pessoas é de tristeza, desconçolo, alguns nos comprimentam e dizem: "que triste né?" É só isso que conseguimos sentir tristeza, indignação. Para mim que nasci naquele bairro, andei por aqueles lugares, corri e pulei nos trilhos, conheci pessoas, fiquei com o choro entalado na garganta... Tenho chorado com todas essas cenas desde quando nossos amigos ribeirinhos do outro lado rio Madeira tiveram suas casas derrubadas pela empresa hidrelétrica, mas apesar da dor compartilhada com quem está vivendo esse pesadelo real, eu sei que  a dor deles é maior, quem tem sentido mais são os idosos. Uma senhora nos disse que nem dorme mais com tanto medo de desmoronar tudo, outra enquanto arruma suas coisas para ser retirada da sua casa desabafa sua angustia por estar saindo de sua casa que construiu com sacrificios e agora sair sem nenhuma garantia de ter outra casa que corresponda a sua. Diante de tantas perdas os moradores pedem providências do ministério público federal.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012